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28/10/2005 19:00

AH, SEU FOSSE A ÚNICA CAROL


Agora que o Orkut é meu domínio, vício única forma de lazer, eu não perco a oportunidade de pesquisar comunidades.

Tudo. É só colocar a palavrinha lá no campo de busca, bem no estilo google de ser e (BUMBA!) lá está o que se desejava buscar.

“Toda Carol é gata.”, “Sou fã da Mazé Mourão”, “Garotas Malvadas”, “Amo uma Micheline”, “Não fuça no meu orkut”, “Ninguém escreve meu nome certo”, “Piccolino Chop Bar”, estas são algumas das minhas muitas comunidades.

Mas daí que eu encontrei uma “Ah, se eu fosse a única Carol”. Ô nomezinho pra ser, digamos assim, comum, hein?

Lembrei da época da escola. Bem na época áurea da tirania dos mestres. Quando na ocasião da chamada, sempre tinha uma outra coleguinha “CAROLINE”.

Existia coisa pior que chamar o aluno (em voz alta) e perguntar alguma coisa? Mas daí que eu peguei um macete: quando a professora chamava “Caroline”, eu nem levantava a cabeça. Ou então juntava a caneta que curiosamente caía no chão naquele momento e sabe o que acontecia? Pra professora (símbolo do respeito e onipotência dentro da sala de aula) não ficar no vácuo, ela virava-se pra outra “CAROLINE” e, claro, sobrava pra bichinha.

Ai, ai... Essa é a vantagem de um nome comum. Quando falam com você, ou de você, você pode se fazer cara de paisagem, daí...

Mas havia no meu bairro uma CAROL, que estudou na ULBRA como eu, que era loirinha e branquinha como eu, mas que virou garota de programa e, mais tarde, soube, casou-se com um traficante e mudou-se de Manaus...
E todo mundo acabou achando que era eu! Quando encontrei uns colegas, eles me perguntavam: “Cara, tu não tinha casado?”, “Me falaram coisas sobre vc...” Era muuuito chato...

Dava vontade de sair gritando.

Mas sou diferente: MEU NOME É CAROLLINI, POW!

Abraços,

Cá.


enviada por Mi&Cá.






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